Está na net a edição deste mês da "Algo a dizer", sempre com artigos de muito interesse.

www.algoadizer.com.br

 Para os amigos que quiserem ir direto no meu texto (sobre escritores transfronteiriços):

www.algoadizer.com.br/edicao_10/internacionalismo.htm

Idem para o artigo de Maria Balé sobre Machado de Assis:

www.algoadizer.com.br/edicao_10/literatura.htm

Fotos sobre os debates em que participei em Ondjiva (Kunene, Angola) no:

www.edde745.wordpress

 



Escrito por Jonuel Gonçalves às 12h18
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Desculpem a longa ausencia mas durante a permanencia no Kunene estive hiper ocupado e so' uma vez consegui computador com acesso rapido 'a Net. Hoje estou na Namibia no computador do hotel, que aqui nao tem acentos. Como e' so' para dizer Oi, tudo bem. Apesar de tudo isso, a viagem valeu mesmo.
No meio desta semana eu conto.


Escrito por Jonuel Gonçalves às 05h25
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HELICOPTERO DE TROIA

Breve passagem de editorial de hoje do "El Espectador" de Bogotá:

Mediante este falso helicoptero humanitário  -um moderno cavalo de Troia - o presidente Uribe parece ter abandonado o cinismo de Maquiavel, para seguir o celebre tratado sobre a guerra de Sun Tzu: um chefe militar habilidoso conquista as tropas inimigas sem lutar; consegue a derrota do inimigo sem operações de campo muito extensas; disputa o dominio do territorio com suas forças intactas; sem perder um só soldado sua vitória é completa.

O exército da Colombia fez, finalmente, algo limpo e bem executado com esta "Operação  Jaque". Um ato teatral, uma infiltração e uma operação, planeados ao milimetro com astucia, sem derramar uma gota de sangue. Todos sairam vivos, até os guerrilheiros enganados e, assim, não houve de nenhum lado o triunfo da morte, só da vida, da liberdade e inclusive da risada. Que tenha havido pagamentos á guerrilha, no momento de a infiltrar, é possivel e não está errado. Que tenha havido assessoria estrangeira, que tambem é provavel, não tira merito à operação, ainda que agora não possam dizer que foi tudo feito pela CIA ou pelo Mossad. Tudo do pobre é roubado.

Os que tiveram o valor de meter-se na boca do lobo foram os militares colombianos. Na realidade, poucas vezes se viram operativos militares de uma audacia e sagacidade parecida. O inimigo ficou pior que derrotado: ficou no ridiculo.



Escrito por Jonuel Gonçalves às 23h08
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Não é a primeira vez que dou aula-maratona na UCAM. Das 09.30 ás 17 horas com uma hora de almoço. Turma  latu sensu de vinte e poucos alunos/as, bastante interessados. O problema é que aula deste tamanho implica uma massa de informação excessiva no mesmo dia. Cansa muito alunos e professor.

Na hora do almoço encontei na  Saraiva um livro que me vai ser muito util em proximas aulas e em pesquisa sobre economia internacional, edição recente da Boitempo: "Adam Smith em Pequim" de G.Arrigi.

Viajo na terça feira, via Africa do Sul e Namibia e vou tentar viajar apenas com mochila, sem bagagem de porão. Vou fazer o teste para ver se o que entra é suficiente.

Antes de concluir a croniquinha de hoje: Flamengo 3 Nautico 0. Tá em primeiro! 



Escrito por Jonuel Gonçalves às 20h42
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INGRID LIVRE



Escrito por Jonuel Gonçalves às 21h06
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As  grandes sessões literarias - ou eventos literarios em geral, incluindo os lançamentos - nunca me agradaram muito. Quase sempre há um exibicionismo e um clima de elogio exagerado no ar. Ano passado fui á Flip de Paraty e senti-me deslocado no meio daquele publico. Ontem no final da tarde fui á Academia Brasileira de Letras assistir á entrega dos prémios SESC de Literatura - conto e romance. A curiosidade vinha do romance premiado ser ambientado em Angola e do seu autor, Sergio Guimarães lá ter vivido dois periodos longos. Gostei do ambiente e gostei do discurso da Nelida Piñon, que eu nunca tinha visto pessoalmente. Comprei o romance vencedor, ganhei autografo e agora vou ler. Já notei que é um romance muito político, misturando ficção e jornalismo.

O ambiente geral na Academia estava todo para as  comemorações de Machado de Assis. Aconselho a irem lá dar uma olhada na exposição.



Escrito por Jonuel Gonçalves às 22h35
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ARTE - Ficção e Realidade

Tem games que são arte de alta qualidade e tem arte erótica que reflete a realidade de  cada época e de cada cultura. As reproduções acima são do recem saído Final Fantasy XIII, jogo inteligente com imagens e movimentos excelentes. As reproduções abaixo são do Museu do Erotismo de Paris, duas da exposição japonesa, que fez unanimidade da crítica pelo seu valor atual  e uma  de obra ocidental relativa  ao periodo grego-romano.



Escrito por Jonuel Gonçalves às 13h16
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LITERATURA - Ficção e Realidade

Comprei o mais recente trabalho de JM Coetzee "Diario de um ano ruim", onde na mesma pagina este premio Nobel escreve ensaios e novela, aproximando assim ficção (ou imaginação) e realidade. Vou ler durante a proxima viagem. No momento estou no meio de "A inocencia dos pássaros" de  Scott Simon,  ambientado na guerra de Sarajevo. Como acabei de escrever um pequeno romance tambem em ambiente de guerra e com personagens que, igual o livro de Simon, resolveram revidar, encontrei porção de situações idênticas. Inicialmente pensei deixar assim mesmo, para se ver até que ponto essas situações se repetem. Mas depois achei preferivel modificar algumas passagens Até aqui, dei-lhe o título de "A Resposta - sem peso na consciência".

Por duas vezes quis comprar o famoso romance "A Mulher do tenente francês",  que até já deu um excelente filme, mas deixo sempre para depois. Agora vi no Bol esta noticia:

Cartas revelam caso de escritor John Fowles com estudante

Londres, 29 jun (EFE) - Um conjunto de cartas que serão leiloados em breve em Londres revela como o autor de "A Mulher do Tenente Francês", John Fowles, viveu com uma jovem estudante uma história de amor que parece retirada de seu famoso livro.

Mais de 20 anos depois da publicação do romance, o escritor britânico, que já tinha completado 64 anos, teve um affair com Elena van Lieshout, uma estudante de Oxford de 21 anos.

O autor, que tinha sofrido um derrame e não podia consumar sexualmente a relação, enviou a "Leni", como a chamava carinhosamente, nada menos que 120 cartas, alguns poemas de amor até agora inéditos e vários postais.

Segundo o dominical "The Sunday Times", as cartas chegaram anonimamente à casa de leilões Sotheby's, onde sai à venda com lance mínimo de 37.800 euros em julho.

Elena tinha 21 anos quando Fowles a convidou a ir para sua casa de Lyme Regis, em Dorset (sul da Inglaterra).

A esposa do escritor, Elizabeth, tinha morrido de câncer meses antes e Fowles estava se tornando um ermitão.

A jovem estudante visitava a região desde sua adolescência, fazendo longos passeios, assim como faz, em meio ao falatório dos vizinhos, a heroína do romance.

Um dia ela foi à casa do escritor para depositar, pela abertura para cartas da porta, uma nota na qual expressava condolências pela morte da esposa de Fowles.

Ele então convidou-a a tomar chá e, apesar dos 43 anos de diferença, nasceu entre ambos uma forte amizade, até o ponto de que Elena foi morar na casa do escritor poucos meses depois.

Um mês depois de se conhecerem, o casal esteve no local no qual o autor situa em seu livro a heroína Sarah Woodruff, contando a seu admirador Charles Smithson seu tumultuado caso com o tenente francês.

Elena, que tinha pouca experiência de mundo, pareceu encarnar de repente, aos olhos do escritor, a personagem que ele mesmo tinha criado: uma mulher com uma profunda vida interior e consumida pela paixão.

Inicialmente, o autor apresentou a relação aos pais da moça como uma simples amizade e criticou os falatórios dos vizinhos, mas, passado algum tempo, confessou que desejava se casar com a jovem.

Nas cartas à amada, o escritor expressa seus sentimentos mais profundos, sem esconder o medo que causa nele o fato de não poder consumar fisicamente sua relação com ela.

Em uma das cartas cita algo que ele mesmo tinha escrito antes em seu diário: "Parece às vezes algo bárbaro: ter perdido toda minha potência sexual, mas não meus sentimentos sexuais, o fato de desejar Elena e que ela não poder, no entanto, me desejar".

Ronnie Payne, que foi amiga do escritor, descreveu Elena van Lieshout como uma moça que "caiu sob o feitiço do grande romancista".

Apesar de a relação ter esfriado, ambos mantiveram contato até 1998, quando Fowles se casou com Sarah Smith, executiva de uma empresa de publicidade que tinha sido amiga de sua esposa.

John Fowles entre as capas do livro em português e primeira edição inglesa

 



Escrito por Jonuel Gonçalves às 15h08
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O governo de Robert Mugabe vai executar dentro de poucas horas um exercício a que chama de eleições. A oposição retirou a candidatura de Morgan Tsivangirai como protesto contra a fraude e os crimes cometidos durante a campanha eleitoral, decisão apoiada não só pelas estruturas do MDC (Movimento para a Mudança Democratica) mas tambem por importantes entidades da sociedade civil, como a NCA (Assembleia Nacional Constituinte) que propoe, alem do boicote ao exercicio de Mugabe, a retirada de toda a bancada do MDC no Parlamento, onde é maioria.

É provavel que após  se declarar  vencedor, Mugabe declare que aceita um governo de transição, como propoem alguns países africanos. 

Há varios dias que sou chamado a entrevistas em varios orgãos da midia sobre este tema. Todos os dias na LAC e RDP. Ontem na Tv Brasil. Amanhã ás 10 da manhã na Globonews. 



Escrito por Jonuel Gonçalves às 23h53
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Onde não há lugar para velhos ou onde os velhos não dão lugar a ninguem?

Gostei muito do livro e do filme "No country for old man" e não tenho nada contra os mais velhos. Estou nesse caminho. Eu e todos, uns mais perto (como eu) outros mais longe. Mas não é por isso que  silenciaria o sofrimento e o atraso que alguns velhos poderosos impoem a seus próprios povos. Como se a vida tivesse a obrigação de decorrer  ao ritmo deles, parada onde eles pararam.

As ditaduras, a partir de certo momento têm de permitir algumas manifestações de pensamento autonomo, até para limparem um pouco sua imagem repressiva. Por exemplo, perto do fim dos regimes salazarista, franquista, militares latino-americanos e do apartheid, haviam revistas de esquerda nesses países. 

Hoje é o caso de Cuba e Zimbabue. O MDC pode lançar a candidatura de Morgan

contra Mugabe

 

e em Cuba alguns encontros de opositores ou suas  atividades na Net  são tolerados. Nos dois casos desde que não ameacem o poder  estabelecido.

Ontem fiquei sabendo através de uma revista literaria mexicana que,Yoani Sanchez

 

autora do blog cubano "Generación Y" foi atacada por Fidel

no prefacio de um livro recente e, há meses que assistimos á brutalidade das milicias mugabistas  contra a oposição, para impedir eleições que esta ganharia.

Fidel e Mugabe passaram a linha dos 80 anos e desejo que passem a dos 100. Esse não é o problema. O problema é  a ditadura que estabeleceram, embora tudo indique que nenhum deles hoje está no comando.

Parece tambem que nos dois casos estão em andamento negociações ou articulações para, pelo  menos, suavizar as duras condições de vida de cubanos e  zimbabuanos que, para comer têm de fazer  fila e para falar têm de olhar para os lados e, conforme o papo, murmurar. Isto no seculo XXI.

Fica aqui meu abraço a meus amigos do Zimbabwe e deixo na lista respectiva o link  http://www.desdecuba.com/generaciony da companheira de blog, Yoani.

 



Escrito por Jonuel Gonçalves às 12h15
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O FALECIMENTO  DE RUTH CARDOSO  NOS  APANHOU DE SURPRESA  E  NOS ENCHEU  DE TRISTEZA.  É UMA DAS MAIORES INTELECTUAIS BRASILEIRAS. EM OCASIÕES  COM ESTA NUNCA SEI O QUE  DEVO DIZER OU ESCREVER.



Escrito por Jonuel Gonçalves às 22h57
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Convite que recebi mas não vai dar para ir a SP. Repasso a quem estiver lá ou por lá.



Escrito por Jonuel Gonçalves às 21h54
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Ivete Sangalo sacode Luanda com fé e energia de carnaval


Transcrevo a cronica  da agencia Angop tal como está no site respectivo
o

 

 

Luanda, 22/06 - Ainda no camarim do palco, onde viu-se forçada a evocar a Deus para ajudar a solucionar um repentino problema acústico, a escassos minutos da abertura do show, a cantora brasileira Ivete Sangalo pressentiu que a sua segunda actuação em Luanda seria um sucesso, em termos de empatia com o público."Electrizante", a baiana regressou a Angola disposta a mostrar como se porta nas festas de Carnaval em Salvador da Bahia e, mesmo antes de dar a cara, acreditou que o ambiente no Estádio Nacional da Cidadela pudesse vir a ser encantador.

Era noite de sábado. Os ponteiros dos relógios iam acima das 21:00, horário previsto para a esperada entrada da autora de "Poeira", mas esta continuava "invisível", fazendo subir a pressão a quase 17 mil fãs que a esperavam há já três horas.

O cenário inicial era de festa, de emoção e tensão. Desde cedo, um alargado colorido transfigurava a catedral do futebol angolano, que testemunhava a troca, ainda que por breves horas, da velocidade da bola pela potência das ondas sonoras.

Na relva, mais de 10 mil pessoas esperavam pela subida de Ivete. Eram cidadãos de diferentes estratos sociais, trocando palavras e "misturando" suor, sem preconceito, tudo para ajudar a colorir uma festa que, antes do início, já tinha pinta de sucesso.

Ao contrário da bancada e dos camarotes VIP, não havia, ali, direito a coisa alguma. Nem comida, nem bebida. Mas via-se alegria, entusiasmo e vontade de mostrar ao Brasil que Luanda conhece, sente e aplaude a coroada trajectória musical de Sangalo.

Enquanto se esperava pela "Hora H", a agitação tomava conta do estádio. A bancada geral não ia lotada, mas perto de quatro mil pessoas buscavam energia para "concorrer", em pé de igualdade, com outros compatriotas que, a partir da relva, ensaiam as cordas vocais e os músculos, tudo para suportar a energia da cantora.

A multidão no interior da Cidadela garantia, à partida, inspiração para a chamada "Furacão da Bahia" pôr para fora o seu "lado felino" e viajar no tempo, a fim de explorar sucessos que, em 15 anos, tornaram-na uma das mais queridas intérpretes da Bahia.

Mesmo com essa certeza, o entra e sai no exterior do estádio não pára. A Polícia Nacional coordena as entradas, o protocolo encaminha os espectadores aos respectivos lugares. Tudo na paz! Pelo colorido da bancada, até parece um típico dia de jogo da Selecção Nacional. Porém, a festa da Cidadela é só cultural.

O habitual empurra-empurra do futebol não se vislumbra. Mas entradas são às pressas, pois todos querem ver, de perto, a primeira aparição da estrela da noite. Mil agentes da polícia trabalham para manter a ordem no exterior e interior do campo, enquanto seguranças privados controlam a área do palco.

Por entre a multidão, dois repórteres procuram o melhor ângulo, dispensam por momentos os atractivos do espaço VIP, arregaçam as mangas e anotam cada detalhe, cada grito, cada gesto (...) do público, para manter o ritmo e mergulhar na festa.

"O estádio não está completamente cheio, mas creio que vai ser um grande show. A Ivete é muito forte", comenta uma fã da baiana, bem ao lado dos jornalistas da Angop.

As primeiras três horas seriam de aquecimento, com animação de djs conceituados nas lides nocturnas da capital. Mas o problema acústico muda história do filme. Ivete e Bruno Albernaz (um dos dois agentes contratantes) já até estudam formas de o espectáculo ser adiado por 24 horas. Mas Deus ajuda e o som é finalmente reposto.

Em 17 minutos, dá-se o momento esperado. São 21:48. Por entre luzes escuras, a banda inicia o serviço. E o público se agita. Ivete de pronto dá a cara. Ufa! Ela faz-se ao público, dá o primeiro grito e mede a pulsação da plateia, que corresponde com forte ovação. Está criado o cenário para a realização de um show inesquecível.

Ciente disso, a cantora, que mais DVD vendeu no mundo em 2008, surge à baiana, com axé no pé, como se estivesse num dos típicos trio eléctricos dos Carnavais do Brasil. "Alô Luanda. Joga os braços pra cima. Esse show vai bater", promete.

O começo foi com "Abalou", o mesmo tema que deu início ao seu famoso concerto no Maracanã, onde a musa agitou, em 2005, mais de 60 mil espectadores; o dobro da plateia de sábado, na Cidadela. A organização previa chegar perto das 23 mil pessoas.

Ivete queria repetir o mesmo formato, a mesma apresentação do Multishow no maior estádio brasileiro, mesmo sabendo que, daqui, não sairia a gravação de qualquer álbum. Por já conhecer o povo luandense, ela muda ligeiramente o guião do DVD ao vivo.

O primeiro bloco foi mexido. "Abalou, abalou, sacudiu, balançou..." foi o primeiro refrão cantado em uníssono. Com a mesma garra saiu "Festa", também interpretado por todo estádio. Com o coro "avisou, avisou, avisou, avisou, que vai rolar a festa, vai rolar, o povo do gueto mandou avisar..." Ivete enlouquecia mais de 17 mil almas.

Na hora de "Sorte Grande" só deu pulo. Ela canta "poeiraaa, poeiraaa, poeira, levantou poeira". Por altura desse refrão, já a plateia havia sido dominada. Mas a cantora não diminui a intensidade. Solta "Não quero dinheiro" e logo a seguir outro sucesso de levantar multidão, "Pereré", que não consta do DVD do Maracanã.

Depois cantou outros quatro temas, até a altura de "Carro Velho". O segundo bloco também foi agitado, mesclado entre samba, axe, samba reggae e até uns acordes de kizomba, ritmo de Angola que a cantora afirmou ter aprendido ainda no avião.

O show vai animado. As luzes, cores, o cenário de alta tecnologia e figurino sofisticado do palco, além da presença sempre carismática da artista, animam a plateia, que está à altura da estrela brasileira.

Só com os temas mais calmos, como a versão de "Corazón Partio", de Alejandro Sanz, "Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim" e "Quando a Chuva Passar" a baiana dá uma trégua e deixa respirar as quase 17 mil pessoas. Mesmo assim, todas essas faixas foram acompanhadas pelos fãs. Estava feita a história do espectáculo.

Ciente do dever cumprido, Ivete deixou o palco às 23:37, depois de interpretar pouco mais de 29 temas. Mas um súbito chamado do público fê-la regressar e cantar outros números do seu repertório, com os quais encerrou, em alta, a "operação Luanda".

Por Elías Tumba



Escrito por Jonuel Gonçalves às 13h04
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Ideb: ensino de 64 cidades tem nota de país desenvolvido

Os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2007, divulgados ontem pelo Ministério da Educação, mostram que as escolas do País melhoraram nos dois últimos anos. Ainda assim, apenas 62 municípios brasileiros podem se orgulhar de ter para turmas de 1ª a 4ª série um ensino público com qualidade de países desenvolvidos, o que significa ter nota 6 (em uma escala de 0 a 10). O governo federal espera ver o País todo alcançar essa média em 2022. Nas turmas de 5ª a 8ª série, os avanços foram ainda menores: apenas duas cidades, Imigrante (RS) e Três Arroios (RS), conseguiram chegar a essa média.

Os resultados do Ideb por municípios mostram um quadro consideravelmente melhor do que em 2005. As notas naquele ano revelaram que apenas 235 municípios conseguiram, na etapa de 1ª a 4ª série, uma nota acima de 5, a partir da qual a rede de ensino pode ser considerada boa. Hoje, são 892. Apenas 10 cidades tiveram então médias acima de 6 naquele ano. Ainda assim, boa parte dos municípios brasileiros ainda patina com Ideb abaixo de 4.

Na etapa de 5ª a 8ª série, um quarto dos municípios fica com médias abaixo de 3 - uma nota considerada pelo próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, como "menos do que regular". De 1ª a 4ª série, a situação, mais uma vez, é melhor. Ainda assim, são 904 cidades com notas 3 ou abaixo "No geral, acho que ficamos bem. Fiquei muito feliz com os resultados, significa que o sistema finalmente está se movimentando, criou-se uma preocupação com a aprovação, com o currículo, com o que ensinar", disse a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar.

Apesar dos avanços nas regiões mais pobres do País, as diferenças regionais ainda se mantêm. Enquanto os bons resultados se concentram no Sul e no Sudeste, são as cidades do Norte e Nordeste que aparecem na ponta de baixo do ranking.

Na 8ª série, o pior resultado do País está em Baraúna, no Rio Grande do Norte, com um Ideb de 1,5 - ainda pior do que os meros 2 pontos de 2005. Na ponta de cima do ranking, a pequena cidade paulista de Adolfo, com 3 mil habitantes, tem o mais alto Ideb do País para a 4ª série: 7,7. São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina concentram a maior parte das cidades com os melhores resultados do País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 


Escrito por Jonuel Gonçalves às 15h05
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APESAR DO EMPATE GOSTEI DA SELEÇÃO E ATÉ GOSTEI DO JOGO. EMPATAR COM A  ARGENTINA É NORMAL, O QUE NÃO É NORMAL É PERDER DAQUELE JEITO PARA O PARAGUAI, DERROTADO PELA BOLIVIA POR 4A2. MAS O TIME  ESTÁ SEM ATAQUE, ALIÁS A ARGENTINA TAMBEM.

A CLASSIFICAÇÃO DO BRASIL NESTE MOMENTO VAI DEPENDER DO JOGO LOGO MAIS EM SANTIAGO ENTRE CHILE E VENEZUELA. SE HOUVER UM  VENCEDOR O BRASIL DESCE PARA QUINTO, LUGAR DE REPESCAGEM.

No mais, a nivel brasileiro o grande tema continua sendo a responsabilidade pelo assassinato de 3 jovens no morro da Providência com implicações para militares do exército. Para quatro deles foi pedida prisão e os movimentos de direitos humanos estão muito mobilizados em torno do assunto.

No Zimbabwe o governo mantem sua linha de tentar intimidar a oposição e até governantes africanos protestam. Foi o caso do governo do Botswana e ontem do primeiro ministro do Quenia. A eleição presidencial zimbabuana é no proximo dia 27.

No New York Times saiu ontem um artigo onde dizem que Carmen Miranda mantem influencia nos perfis de cantoras dos Estados UNidos.O texto vem a proposito da saida de um DVD de Carmen e dá detalhes  sobre a carreira dela, fazendo comparação com outras grandes do musical da época.

Eu estou lendo "A inocencia dos passaros" de Scott Simon, ambientado na Sarajevo da guerra dos anos 90. Vou na pagina 120. Mais adiante opino. De  vez em quando saboreio  "Redenção" de Ian Mc Ewan, tipo de livro para ler bem devagar.

Conclui hoje o meu check up médico anual. Tudo bem apesar de uma sinusite. Frio para mim é um horror.



Escrito por Jonuel Gonçalves às 00h31
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