Sei lá...é que por vezes os sucessos e insucessos das bolsas têm pouco a ver com a economia real. Se é assim desta vez, ainda não sabemos, mas sabemos que a alta finança tá no sufoco e pode espalhar ainda mais merda. Uns burros nos USA (incluindo o governo)
acreditaram que o mercado é um instrumento bonzinho, competente e compreensivo e o resultado é que a bolsa de NY perdeu quase 40 % em um ano e as empresas listada cerca de 7 tri de USD. Aí a merda foi se espalhando devagar e de repente acelerou, como se o planeta fosse virar esgoto. Todo o mundo viu que era uma tremenda cagada, até a pequena e simpatica Islandia tá perto da bancarrota, daqui a pouco só vai ter gelo para exportar. Com a falta de dolar, a procura respectiva faz o bilhete verde disparar em alta e, o medo de recessão faz despencar o preço do petroleo, coisa muito chata para quem depende dele para viver.
Em dois pontos eles vão criar mais sufocos: falências de bancos menores e desemprego consecutivo à falta de credito. Pior é que devem estar contentes, porque a alegria do palhaço é ver o circo incendiado.
Bem, o incendio pode ter aspectos positivos, que é abrir perspectivas de mudança nos critérios economicos mundiais. Quer dizer, nos metodos de atuação, na regulação do mercado e nas prioridades. Até lá, ninguem sabe que mais estragos farão os financeiros espalhadores de merda.
E já nem sei se essa foto é erotismo ou se é uma camponesa americana leiloando o sutiã para comprar pão de milho:
Fico feliz quando um autor que leio com agrado ganha um prémio. Seja qual for. Em virtude de minhas vivências de Dakar e Paris acompanho de perto as literaturas francofonas e, as essas vivências foram acrescentadas outras, mais recentes na ilha Mauricia. Há dois dias falei por telefone com meu amigo mauriciano, Dev Virasawmy e, se já tivesse sido revelado que JMG Le Clézio ganhou o Nobel de Literatura deste ano, teriamos comentado. É que a familia de Le Clézio emigrou da Europa para Mauricia no século XVIII e ele atribui a isso um grande valor. Ele, Le Clezio. Mas ele, Dev tambem, a ponto de o considerar como escritor mauriciano.
Jean Marie Gustav Le Clézio nasceu em Nice, filho de pai inglês e mãe francesa, ambos com origens na Mauricia. Le Clézio trabalhou em Bristol, Londres, Paris, México e Panamá e agora vive em Albuquerque (New Mexico, USA). Publicou o primeiro romance há 45 anos, quando tinha 23 e, no conjunto da obra, as Américas e África são uma presença constante.
Quando fiz meus primeiros planos de escrever um pouco de ficção, pensei assinar com minhas iniciais J.M.G.. Mas como leitor de JMG Le Clezio lembrei a coincidência com as iniciais dele e optei por Jonuel.
Creio que todos os livros dele estão traduzidos em português.
Hoje foi dia de filme de terror nas bolsas. Quedas e mais quedas. São Paulo até fechou quando recuou 15%, reabriu e ficou nos 10% abaixo. Joanesburgo desceu 7% e Paris 9%. Nos USA, o Federal Reserve anunciou que ia disponibilizar mais dinheiro para reduzir o deficit de liquidez. O petroleo ficou abaixo da linha dos 90 USD por barril e o dolar pela primeira vez em anos foi cotado a 1,35 com relação ao Euro e 2,16 em relação ao Real. O Plano Bush não inspirou aquela rapidez de confiança e não sei se vai inspirar mais tarde, porque a realidade basica é a seguinte: há enormes dificuldades de crédito e sem crédito não há possibilidade de empreendimentos importantes nem aquisições duraveis dos consumidores.
Se isto continua assim, o atual fluxo migratorio mundial pode mudar de sentido. Quando estiver inspirado vou escrever um conto sobre essa eventualidade.
Manifesto exige que Portugal implante acordo ortográfico
Bragança, 4 out (Lusa) - O colóquio anual da Lusofonia, realizado em Bragança, norte de Portugal, aprovou um manifesto para cobrar do governo português a definição "urgente de um calendário para a concretização do novo acordo ortográfico".
O documento é assinado por diversas personalidades dos países de língua oficial portuguesa, que participam neste evento em Bragança, como os pesquisadores Malaca Casteleiro, da Academia de Ciências de Lisboa, e Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras.
O manifesto solicita ao governo português que "defina urgentemente o calendário preciso de implementação do novo acordo ortográfico, em conformidade com as medidas já tomadas e no sentido de não defraudar as justas expectativas da sociedade em geral".
Segundo o texto, Lisboa deve promover a elaboração do "Vocabulário Ortográfico Unificado das Língua Portuguesa", em consonância com as entidades competentes do Brasil e dos outros países lusófonos.
O manifesto elogia "o sentido de Estado com que governo, parlamento e presidente da República decidiram a entrada em vigor do novo acordo ortográfico, a nova política para a língua portuguesa e a promoção que tem sido feita no plano internacional".
Apesar disso, o documento cita que, ao contrário do que aconteceu no Brasil, em que está definido o calendário preciso de entrada em vigor, em Portugal "reina uma grande indefinição e expectativa na educação".
"O governo português estabeleceu, em janeiro de 2008, um período de transição de seis anos para a adoção definitiva do novo acordo, sem mais especificações", diz o texto.
Ok,aqui estou em Lisboa para debate no ISCTE sobre um projeto em que trabalho há 3 anos e que agora chega a conclusão. Enfrentei a habitual agressividade dos aeroportos europeus, vou comentando na RDPÁfrica os principais aspectos da crise financeira que dos USA espirra pelo mundo e conclui o relatorio de pesquisa, centrada na questão da água em zona de pecuária tradicional.
Esta manhã fui lá ao ISCTE enfrentar algumas burocracias e para me equilibrar li dois textos sobre aquela crise: um do "The Nation" e outro do Paul Krugman.
Em Angola foi nomeado o novo governo com muita gente minha conhecida e no Brasil começou mais uma greve bancária,tambem muito conhecida por mim e outros como eu...
Pelo menos a meteorologia tem estado boa por aqui.
A Camara dos Representantes em Washington rejeitou a proposta oficial de socorro ao sistema financeiro. Com o aprofundar dos debates, mesmo a aceitação do montante de 700 bi $ caiu e sobre as regras e orientações acentuaram-se as oposições. Alem dos parlamentares que apelavam a mais ética no mundo da alta finança, surgiram divergências entre os favoraveis e contrarios a intervenções estatais no mercado. A votaçao revelou que estes são numerosos no partido republicano, cuja maioria votou contra o plano.
As bolsas andaram em baixa no mundo e as bolsas USA despencaram ainda mais após a votação no Congresso.
Afinal ainda não houve acordo no Congresso norte-americano sobre detalhes fundamentais do plano de socorro Bush ao sistema financeiro. Soltaram a noticia após uns primeiros momentos que pareciam consensuais mas depois apareceram divergências sobre fases e regras. O montante de 700 bi parece ser aceite em geral. Após terem acreditado na noticia (como eu) os mercados internacionais recolheram-se numa posição de espera e a Bloomberg publicou uma pesquisa revelando que os 5 principais executivos dos 5 maiores bancos de investimento dos USA em 5 anos, ganharam cerca de 3 bi de dolares. Inclui os executivos de dois dos bancos que faliram.
Esse tema esteve em destaque no debate Obama-McCain, em que este usou como argumento principal acusar o adversário de "ingenuo" e apresentar-se a si proprio como "experiente". Velho discurso dos que colaboraram em regimes de fracasso e perderam os argumentos. Nesta área, o debate não produziu novidades a não ser confirmação que as orientações economicas mundiais vão mudar bastante, faltando saber o ritmo e a capacidade dos dirigentes dos países emergentes em tirar partido. Stiglitz escreve hoje no "The Nation" que o compromisso agora em andamento é melhor que a proposta inicial do secretario do Tesouro, H. Poulson, mas falta muita coisa...que terá de ser feita pelo proximo Presidente.
Sobre as guerras em curso no mundo - principalmente a relação Afeganistão-Iraque e Georgia - aprendi algumas coisas, como a prioridade que o proximo governo USA terá de dar ao Afeganistão e a importancia estrategica da Georgia, tanto no quadro das relações ocidentais com a Russia como ser ponto de passagem de pipe line que leva combustivel para a Europa. Aliás, a diversificação das fontes de combustivel foi uma das insistências de Barak Obama.
O debate foi no campus de Oxford da Universidade do Mississipi, palco nos anos 50 e 60 de momentos decisivos na luta pelos direitos cívicos.
Quanto ás eleições municipais no Brasil no domingo,5, tudo muito imprevisivel no Rio e em São Paulo. No Rio a subida de Gabeira embola a luta pelos dois primeiros lugares e em São Paulo, o atual Prefeito tambem recuperou, passando a formar um trio de possiveis vencedores. Não estarei aqui neste primeiro turno, porque viajo amanhã para uma reunião no ISCTE em Lisboa e regresso dia 8. Mas vai haver segundo turno.
Na economia, a semana proxima vai começar com uma forte valorização do dolar que em pouco dias passou da faixa de 1US$=R$1,60 para 1US$=R$1,80. Pode ser fator de subida de alguns preços, mas deve melhorar as oportunidades de exportação...se o mercado mundial não se sentir muito comprimido pela crise made in USA.
Faleceu com 83 anos e um cancer o ator Paul Newman, um daqueles icones do cinema que julgavamos eterno.
O Congresso dos USA deu acordo de principio ao plano de resgate de varias financeiras do país, atingidas pela mais forte crise em 80 anos, como consequencia de euforias, megalomanias e ignorancia do que são as regras de mercado. Até um senador republicano (pelo Kentucky) declarou que sempre que os ricos erram é o povo que paga e acrescentou: " o mercado livre morreu nos Estados Unidos". Ninguem quis fazer ondas gigantes em vésperas das eleições presidenciais e num dia em que os dados sobre desemprego são os segundos piores desde 2002. Os protestos vêm de setores da esquerda ou centro-esquerda e o velho "The Nation" informa sobre 200 eventos contrarios ao plano de costa a costa.
Mas tudo indica que Barak Obama tira grande vantagem desta crise
regressa a Washington para o debate com McCain...se este não fugir
e que no ano de 2009 vamos participar (em) ou assistir (a) muitas alterações nas ideias dominantes em Economia, com a moda de deixar agir a "mão invisivel" a virar dinossauro perigoso mas velhote. Quem sabe as negociações mundiais na OMC serão desbloqueadas...
Ontem meu comentário na Futura foi sobre as demissões de Olmert e Mbeki, sinais de crise mas o mesmo tempo confirmação de que os regimes de Israel e África do Sul são democraticos. Meu comentário na LAC, hoje, incidiu sobre a crise financeira USA e seus reflexos mundiais, com o pacote de apoio da adminstração federal tentando salvar um bloco de finaceiras mal administradas. Tenho vontade de dizer que se alguns daqueles gestores fossem meus alunos, teriam reprovado. Mas o que podemos dizer é que se tais provas de ignorancia e de irresponsabilidade ocorressem nos continentes africano ou latino-americano, o FMI faria grandes ameaças e comentários humilhantes.
Bem, mudando de assunto: sobre o projeto de Espaços Rurais - que termina este ano - vou a Lisboa para reunião final. Mas antes disso, nesta quinta feira temos reunião de outro projeto na UFF, Niteroi, e amanhã vou ao encontro da ALADAA assistir ao painel dirigido pela professora Laura Padilha sobre literaturas do PALOP.
foto da União dos Caminhantes e Escaladores do Rio de Janeiro
Em todo o mundo este dia foi comemorado mas a maioria andou de carro como em qualquer outro dia.
Desde criança que gosto de andar. Muitos dias sem andar bastante, modifica meu comportamento todo. Esta manhã voltei ao calçadão de Copa, comecei a caminhada com tempo meio frio e acabei com calor. A caminhada é um momento - tão longo quanto possivel - de exercício físico mas tambem de vários exercícios mentais. Vários de meus textos começaram em caminhadas.
A caminhada conduziu tambem alguns de meus gostos literários ("On the Road" de Kerouac), musicais ("These boots are made for walking", Nancy) e a redação do "Café Gelado". Provavelmente grande parte do que vou filmar com minha nova filmadora tambem será pelos caminhos do mundo.
fotos de fotoseach e site que esqueci
Outro exercício que tenho feito nos últimos dias é subir a pé os seis andares do meu apê.É que colocaram elevador novo e eu, na minha claustrofobia, quero ver mais antes de ter confiança
Vitória curtinha sobre o Ipatinga (1a0) e empates ou derrotas da concorrência colocam o Mengão entre os 4 lugares de acesso à Libertadores, de onde nunca devia ter saído.
Comecei o domingo vendo na TV o empate do Chelsea com o Man United. O Felipão estava nervoso mas foi bom jogo. Ás 18.10 vou acompanhar Flamengo-Ipatinga. Depois revisei um artigo para o "Novo Jornal" e li as noticias do mundo: um dimante de 472 quilates encontrado no Lesoto, Thabo Mbeki vai renunciar á Presidencia da África do Sul, a ministra das relações exteriores de Israel deve virar primeira-minstra e o pacote de Bush para ajuda ás financeiras em desespero será da ordem dos 700 bi de USD. Se fosse para socorrer pobres não conseguiam nem 10% disso.
Acaba de ser publicado pela Companhia das Letras "A hidra de sete cabeças" de Peter Linebauch e Marcus Rediker, com o sub-titulo "Marinheiros, escravos, plebeus e a história oculta do Atlântico revolucionário". Do que já li, confirma o sub-titulo e esclarece vários pontos da História desta região oceanica nos seculos XVII e XVIII. A primeira edição em inglês foi publicada nos USA em 2.000.
A Publifolha publicou o trabalho do Instituto Antonio Houaiss "Escrevendo pela nova ortografia", esclarecedor sobre o Acordo Ortografico da Lingua Portuguesa e que o Brasil será o primeiro a pôr em pratica.